terça-feira, 26 de janeiro de 2010

(pulsações)

- Perto do Coração Selvagem - Água Viva - Felicidade Clandestina -
Se pudesse definir como Sinto a minha vida,
diria que é como a primeira leitura de
Clarice.

Motivos.

Caro amigo, tu não vês, mas já são altas horas da noite e não consigo parar de escrever.
Sempre que tento, acode-me uma ideia, um verso, e todo o intento vai por água abaixo.
Não sou Drummond, tampouco escrevo Tabacarias, mas o que escrevo me sai tão puro, tão cru,
a mais pura verdade de um sentimento, pois é o sentimento primeiro, o que nasceu e não teve tempo de ser disfarçado ou mentido.
Escrevo para continuar vivendo. Ou melhor, para continuar seguindo.

Scenic World

Teatro.
Vejo-me no palco, no meio do tablado,
Dizendo belas frases desconexas.
Proclamos Shakespeare, faço promessas de amor e clamo aos céus.
Tem ali tanta expressividade, tanto de mim.
Estou triste. Choro não sei porquê.
A luz está em mim, mas eu não sou o foco.
É ela, é a expressão em meu rosto que eles querem ver.
É a pura tristeza, angústia do artista incompreendido.
Porque sou poeta. Isto, e nada mais.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

L'amour - Carla Bruni


O amor, hum hum, não para mim,
qualquer um, este sempre,
não ao não tido,
aquilo brinca das voltas,
aproxima-se sem estar a mostrar-se,
como contraste de veludos,fere-me, ou cansa-me, de acordo com os dias.

O amor, hum hum, aquilo não vale nada,
aquilo preocupa-me de todo,
e aquilo disfarça-se suave, quando aquilo brame,
quando aquilo morde-me, então sim.
Aos piores pânicos, todos,
porque quero, hum hum, ainda.